TCE investiga contratos do Frutal Rodeo Music e cita entidade social tradicional

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) iniciou uma investigação sobre a legalidade dos contratos firmados para a realização do Frutal Rodeo Music 2026. A representação, movida pelo vereador Alex Reis de Freitas, aponta uma suposta 'triangulação contratual' envolvendo a Prefeitura Municipal, a Associação Profissionalizante Jovem Cidadão e a empresa Bacana Produções Eventos Ltda. Segundo a denúncia, recursos e estruturas públicas, como o Estádio Marretão, teriam sido utilizados para beneficiar a iniciativa privada por meio desses repasses.
A inclusão da Associação Jovem Cidadão no processo causou forte repercussão em Frutal, dado o histórico da entidade na formação profissional de jovens e assistência social. O documento enviado ao tribunal questiona o modelo de patrocínio e a subsequente transferência da exploração comercial do evento para a produtora. A legalidade dessa relação jurídica é o ponto central da apuração que corre nos órgãos de controle estaduais.
Até o momento, o conselheiro relator do TCE-MG, Hamilton Coelho, negou o pedido de suspensão imediata do evento. Na decisão, o magistrado afirmou que não há elementos suficientes para uma medida cautelar urgente, ressaltando que os fatos dependem de dilação probatória e análise técnica aprofundada. Portanto, a programação do rodeio segue mantida enquanto o processo avança nas etapas de auditoria.
A Associação Jovem Cidadão e os demais envolvidos ainda passarão pelo crivo dos auditores e do Ministério Público de Contas. Por estar em fase inicial, a justiça preserva a presunção de legitimidade dos atos da entidade, que é referência no atendimento a famílias frutalenses há décadas. O desfecho do caso determinará se houve irregularidades no uso do patrimônio público para o evento festivo. Com informações de Frutal Atual.



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